Estudos e Pesquisas

 

Sistemas de Remuneração estão cada vez mais estratégicos e sofisticados.

Quando falamos em Sistemas de Remunerações existentes no mercado de um modo geral, logo vêm à tona as tradicionais formas de remunerar funcionários pelo o que seu cargo representa na empresa e não pelo seu comprometimento em atingir metas. Diante disto foram desenvolvidas várias formas alternativas de remunerar as pessoas com uma parcela fixa e outra variável (sem encargos) pelas contribuições prestadas à empresa, prevalecendo o cumprimento de metas que podem ser corporativas, setoriais e individuais. Neste sentido a MILLENNIUM RH desenvolveu um estudo junto a 54 empresas dos mais variados portes, segmentos de atuação e regiões do cenário nacional, cujos resultados estão divididos em 6 partes conforme relatados abaixo, onde se buscou conhecer quais as atuais políticas e práticas vigentes nas empresas com relação aos Sistemas de Remuneração tanto Fixa como Variável, visando traçar um perfil das tendências mais adotadas. Buscou-se também conhecer outros critérios e procedimentos com relação a descrições de cargos, análise e classificação de cargos, pesquisas de salários e estruturas salariais adotadas também pelas empresas participantes.

I – RESULTADOS DA REMUNERAÇÃO FIXA:

Com relação a este sistema, destaca Carlos Luiz Aguiar da MILLENNIUM RH, que 93% das 54 empresas participantes tanto de capital nacional como multinacional já o utilizam, sendo que 34% delas o tem implantado a mais de 8 anos. Um fato que chamou mais atenção é que o sistema de Comparação com o Mercado foi destacadamente o mais utilizado em relação às metodologias tradicionais como Hay e Pontos. Isto se deve ao fato de sua fácil concepção, baixo custo de implantação, praticidade, etc. Para remunerar Executivos, o sistema de Comparação com o Mercado é adotado por 36% das empresas, seguido do Método Hay com 20%. Para remunerar Profissionais de Nível Superior e Administrativo a Comparação com o Mercado é adotada por 32%, seguido do Sistema de Pontos com 24% e para remunerar os Técnicos e Operacionais a Comparação com o Mercado é adotado por 40%, seguido do Sistema de Pontos com 24%. Quanto aos critérios adotados pelas empresas para atualizarem seus Sistemas de Remuneração Fixa, destacamos a Negociação Sindical com 46% e a Pesquisa de Mercado com 42%. Um fato positivo do estudo é que independentemente do sistema adotado, 58% das empresas afirmaram que está atendendo plenamente às suas necessidades internas e das empresas e ainda que a área de Recursos Humanos é o principal responsável pela sua administração e manutenção com 60% da amostra.

II – RESULTADOS DA REMUNERAÇÃO VARIÁVEL:

Com relação a este sistema por ser mais estratégico, o indicador de aceitação nos dias de hoje é bem animador segundo Carlos Luiz Aguiar da MILLENNIUM RH, revelando que 82% das 54 empresas participantes já o utilizam, sendo que 27% delas já o tem implantado entre 1 a 2 anos e 25% a mais de 8 anos, o que demonstra uma preocupação das empresas em adotarem este tipo de metodologia, distribuindo uma parcela variável aos salários de seus colaboradores pelo cumprimento de metas e ainda pela diminuição dos encargos sociais, sem contar o comprometimento com os objetivos das empresas. Para remunerar Executivos o sistema de Bonificação é o mais adotado por 41% das 44 empresas que possuem esta metodologia, seguido da Participação nos Lucros e Resultados com 32%. Para remunerar Profissionais de Nível Superior e Administrativo a Participação nos Lucros e Resultados é destacadamente a mais adotada com 64% das empresas, ao passo que para remunerar os Técnicos e Operacionais é adotada por 68% da amostra. Quanto aos critérios adotados pelas 44 empresas para definirem seus Sistemas de Remuneração Variável, destacamos as metas corporativas como a principal com 41% da amostra, seguido das metas setoriais e individuais como complemento. Um fato positivo é que 66% das empresas afirmaram que está atendendo plenamente às suas necessidades internas e das empresas e ainda que a área de Recursos Humanos é o principal responsável pela sua administração e manutenção com 57% da amostra.

III – RESULTADOS DA DESCRIÇÃO DE CARGOS:

No que se refere das empresas possuírem descrições de atribuições de seus cargos, destaca Carlos Luiz que 70% das 54 empresas já as possuem e as utilizam como parte integrante de seus sistemas de remuneração ou como forma de organização, visando facilitar a sua administração e manutenção, sendo que destas 47% disseram que são atualizadas a cada ano. Ainda com relação às descrições de cargos, 68% disseram que elas já estão enquadradas às exigências do PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário.

IV – RESULTADOS DA AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE CARGOS:

Nem sempre quando falamos em sistemas de remuneração as empresas têm o hábito de avaliar seus cargos, para medir o seu valor relativo dentro da estrutura organizacional, causando muitas vezes um desequilíbrio interno de funções e cargos. Para as empresas que costumam avaliar e classificar seus cargos destaca Carlos da MILLENNIUM RH, cabe a área de Recursos Humanos esta atribuição com 62% da amostra seguido de um Comitê Interno com 30%, onde os critérios adotados de avaliação são: Manual de Avaliação com 48%, Mercado com 28% e o Eqüilíbrio Interno com 24%.

V – RESULTADOS DA PESQUISA DE SALÁRIOS:

Hoje em dia um dos fatores que mais influenciam na medição da consistência interna dos salários praticados pelas empresas é sem dúvida a Pesquisa de Salários, onde 44% de um universo de 54 empresas a realizam regularmente e 33% realizam às vezes, cabendo a área de Recursos Humanos a responsabilidade de sua condução com 71% da amostra. Quanto às suas principais finalidades, destacamos a Comparação com o Mercado com 79%, seguida do Eqüilíbrio Interno com 14% e da Equiparação Salarial com 7%.

VI – RESULTADOS DA ESTRUTURA SALARIAL:

A Estrutura Salarial (tabelas) de acordo com Carlos Luiz Aguiar da MILLENNIUM RH, é um instrumento que serve de referência para administrar com segurança qualquer sistema de remuneração, portanto das 54 empresas que a utilizam, 50% são compostas uma para cada tipo de plano e 37% uma para todos os planos. Com relação a sua definição, 64% são a nível nacional, 30% possuem 5 faixas horizontais salariais, 28% variam em 5% entre um nível para outro e 89% a atualizam a cada ano

 

FONTE: MILLENNIUM RH - Divisão de Estudos e Pesquisas