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O PREÇO DA GLOBALIZAÇÃO

Artigo elaborado por: Geraldo Aguiar - Responsável por Recursos Humanos da COLBRAS

Nesta virada de milênio, estamos presenciando um ritmo de mudanças em nível de abrangência jamais experimentado pela humanidade. Sejam políticas, sociais, econômicas ou tecnológicas, tais mudanças estão nos conduzindo a uma outra era, que anseia por novos paradigmas, objetivando o aprimoramento da espécie humana através do auto conhecimento e do questionamento do seu papel no planeta.

A globalização da economia, que vem derrubando e enrijecendo barreiras alfandegárias, estabelece novos padrões de competitividade para as empresas, determinando como principais diferenciais, o conhecimento e a competência na sua aplicação.

É dentro deste cenário conturbado, que uma variedade de tecnologias gerenciais vão sendo criadas e implantadas nas empresas, conduzindo sucessos e fracassos, sendo estes, causados muitas vezes por falta de uma visão sistêmica que englobe a administração estratégica, a administração de recursos humanos e essas tecnologias.

A globalização é um processo irreversível, quem não conseguir acompanhar esse processo de desenvolvimento acelerado, vai ter dificuldades de se adaptar aos novos rumos econômicos e a nova (des)ordem mundial.

As mudanças sempre existiram deste o inicio do mundo, mais atualmente de forma mais constante e com uma velocidade cada vez maior. Devemos estar preparados e atentos para esse momento, que está alterando de forma significativa o pensamento de todas as pessoas em relação ao presente e ao futuro, nessa era onde a dinâmica das mudanças assusta o ser humano e fazem parte do nosso cotidiano.

Nesse cenário globalizado, com dólar subindo, guerra do golfo, terror, falta de petróleo, eleições, mudanças de governantes, fenômenos climáticos, falta de reformas estruturais, entre outros eventos, as empresas e pessoas, precisam ajustar-se rapidamente para não serem engolidas pelos concorrentes mais bem informadas e todos precisam estar conectados a essa realidade.

Em meio a essa turbulência estão as pessoas, bombardeadas por informações cada vez mais pessimistas em relação a sua existência nesse mundo globalizado, divulgadas a todo momento, quer pelos meios de comunicação ou mesmo pelo seu semelhante.

Também vivemos um processo de transição de modelos administrativos em muitas empresas, onde os "dinossauros corporativos", burocráticos, pesados, extremamente hierarquizados, estão dando lugar a um modelo mais moderno de administração, mais ágil, rápido e flexível, com poucos níveis hierárquicos, focado no resultado, com revisão permanente nos processos e com melhorias continuas.

Bem ou mal, muitas empresas passaram por processos de reengenharia, qualidade total, entre outros modelos, com redução de recursos humanos e com valor agregado altíssimo de tecnologia inserida no meio.

A força do trabalho braçal, deu lugar ao trabalho intelectual, colaboradores multifuncionais e proativos são requisitados e preservados nas organizações, para manutenção e sobrevivência das empresas.

Novos paradigmas surgiram nesse cenário globalizado, a pouca competitividade foi substituída por competição global, estabilidade pela mudança, previsibilidade pela incerteza, individualismo pela parceria, rigidez hierárquica pela flexibilidade, crescimento da população pela diminuição da população, segurança no emprego pela empregabilidade, diploma pela educação continuada, entre outros paradigmas.

O conhecimento e a informação são moedas correntes de altíssimo valor, porém só possuí-las não basta, é preciso saber utilizá-las, por em prática, pois só assim as soluções aparecem. Para isso as empresas precisam criar programas de treinamentos eficazes para seus colaboradores, com o propósito de gerar qualificação, focada para otimizar os recursos necessários à gestão dos negócios e motivar o ser infeliz com o processo de globalização.

O mundo não pertence só a tecnologia, mais também as pessoas, aos animais, as plantas, as futuras gerações que deverão perpetuar a nossa espécie e esse pensamento está muito implícito no conceito da globalização.

O governo brasileiro, reedita a todo momento, as mesmas políticas e receitas, que perpetuam a injustiça, a fome, o desemprego, a má e péssima distribuição de rendas, preservando dessa forma a geração de riquezas somente para o capital especulativo internacional.

As diferenças sociais e econômicas vão prosseguir, pois o mundo realmente não está e nunca estará globalizado. Os países ricos, continuarão ricos e os pobres, apesar do esforço que fazem, ainda vão continuar pobres, principalmente depois da implantação em quase que todo o mundo do sistema capitalista ou "neo-liberalismo".

O que podemos concluir é que a Globalização ao mesmo tempo que tenta reunir, fragmenta, exclui do processo aqueles que ainda não conseguiram alcançar um determinado índice de desenvolvimento e de tecnologia, que os torne aptos a embarcar nesse "trem" do final e início do século.

Os países historicamente colonizados é que terão mais dificuldades de acompanhar o crescimento rápido que está acontecendo no mundo. Apesar dos meios de comunicação e de transportes, aparentemente ligarem quase todos os espaços mundiais, o principal fator que impede esse crescimento é a falta de capital, a industrialização tardia, a dificuldade de acesso às novas tecnologias, que ficam restritas a um número reduzido de países incluindo o Brasil.

É difícil dar uma resposta definitiva e sensata à pergunta: Qual o preço da globalização??? Diante do quadro de incertezas que pairam no mundo, somente as futuras gerações poderão responder esta pergunta!!!

Enquanto isso, todos nós devemos estar atentos e mobilizados a esse processo, buscando conhecimento, reciclando conceitos, preservando o que é necessário e descartando aquilo que não mais nos atende, buscando interação e adaptação a esse novo ambiente, a essa "nova era".

FONTE: MILLENNIUM RH - Divisão de Estudos e Pesquisas