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Redução da Jornada de Trabalho As empresas ainda estão cautelosas Ainda há muitas controvérsias sobre as medidas do programa Redução da Jornada de Trabalho em discussão entre o governo, a classe empresarial e o Sindicato, aonde até agora não chegaram a um modelo ideal que beneficiasse às empresas e os empregados. Portanto nesta queda de braço ainda não se tem vencedor. A MILLENNIUM RH pensando neste assunto tão polêmico, alvo de tanta discussão e horas de reuniões, realizou um estudo junto a 79 empresas dos mais variados portes, segmentos de atuação e localidades, onde se buscou saber o número de empresas que adotam tal programa e há quanto tempo; de quem é a iniciativa de adoção; níveis envolvidos; benefícios e impactos positivos. Buscou-se também identificar neste estudo outras medidas como: jornada de trabalho atual; critérios de atualização na legislação vigente; carga tributária; participação do Sindicato; cláusulas no acordo coletivo e os aspectos positivos do programa para as empresas e empregados.O estudo revela que a posição das empresas é a mais cautelosa possível, onde somente 15% das 79 empresas participantes no estudo reduziram a sua jornada de trabalho de alguma forma, o que demonstra que esta medida não chega a ser considerada uma tendência e nem tão pouco uma realidade. Das 12 empresas que aderiram ao programa cerca de 42% delas já o utilizam há mais de 4 anos e outras 33% entre 1a 2 anos. A iniciativa e responsabilidade de adotar o programa cabem quase em sua totalidade às empresas com 92% da amostra. Com relação aos níveis envolvidos no programa, os mais representativos são os operacionais, administrativos e técnicos e os menos são os da alta administração, gerenciais e média chefias. Destes 92% são do sexo masculino e do 67% feminino.Um ponto interessante apresentado no estudo é com relação aos impactos positivos que o programa traz para as empresas, onde destacamos o aumento da produtividade e qualidade com 58% da amostra e o aumento das horas extras e dos custos de produção ambos com 50%; ao passo que para os empregados, destacamos o aumento da qualidade de vida e lazer com 67% da amostra. Um fator agradável é de que 83% disseram que os maiores beneficiários com esta medida são os próprios empregados.Já com relação às formas de distribuição da jornada de trabalho, 42% da amostra optaram por jornada com poucas variações de horários ou com horário único, sendo que a carga horária mais utilizada continua sendo a de 44 horas semanais com 58%, seguido de 40 horas semanais com 16,5% da preferência das empresas.No que se refere às regras da legislação trabalhista e previdenciária ora em vigor, 78,5% das 12 empresas disseram que elas deveriam ser atualizadas para se encaixar melhor ao programa e ainda, 80%, acreditam que a carga tributária praticada pelo governo deveria diminuir. Um outro ponto é quanto à participação do Sindicato no processo, onde 43% da amostra consideram importante e 33% muito importante.Finalizando o estudo, ainda há muitas controvérsias e diversidades de opiniões sobre a viabilização deste programa, onde muitos acreditam que algumas medidas como redução da carga tributária e revisão na legislação atual deveriam partir do governo, outras acham que o programa irá onerar seus custos operacionais, com maiores gastos com maquinários, qualificação de pessoal e encargos sociais. Portanto aqui cabe uma reflexão por parte dos governantes, empresariado e Sindicatos para chegarem a um consenso justo e eficiente.
FONTE: MILLENNIUM RH - Divisão de Estudos e Pesquisas |